Incêndio na Barra do São Lourenço
Um incêndio devastador está atingindo a Barra do São Lourenço, uma das regiões mais isoladas e preservadas do Pantanal, na divisa entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. O PrevFogo, órgão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), enviou uma equipe de 28 brigadistas para combater o fogo na área.
Imagens do Incêndio
Imagens divulgadas mostram vastas áreas de vegetação consumidas pelas chamas, que se espalham rapidamente. Na manhã do dia 14 de outubro, os brigadistas foram deslocados para a Barra do São Lourenço, onde 97 focos de calor foram registrados nas últimas 48 horas, sendo que 94 deles estão em Corumbá, a capital do Pantanal.
Pontos de Combate aos Incêndios
De acordo com o Corpo de Bombeiros, há uma intensa atenção ao combate aos incêndios em três regiões específicas de Mato Grosso do Sul:
- Paraguai-Mirim: O incêndio próximo ao Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense segue ativo, possivelmente causado por uma descarga elétrica. Dificuldades logísticas e climáticas estão sendo enfrentadas, levando ao estudo de enviar tropas por via fluvial.
- Paiaguás: Focos de calor nas proximidades das Fazendas Santa Mônica e São José do Brejo permanecem sob monitoramento constante das guarnições deslocadas para a área.
- Aparecida do Taboado: Um foco de calor foi encontrado entre Aparecida do Taboado e Paranaíba, onde uma equipe iniciou as operações de combate.
Condições Climáticas e Impactos dos Incêndios
Com temperaturas máximas atingindo 40°C, as chuvas que ocorreram entre os dias 9 e 11 de outubro trouxeram um alívio temporário, mas os brigadistas e bombeiros continuam em alerta no Pantanal.
A temporada de incêndios de 2024 começou antecipadamente, em maio, devido a uma longa seca e às alterações climáticas. Especialistas apontam que o Pantanal enfrenta sua pior temporada de fogo desde 1951.
Destruição Ambiental
O fogo já consome o Pantanal há mais de quatro meses, destruindo mais de 2,4 milhões de hectares de vegetação e causando graves danos ambientais e a morte de muitos animais. Isso representa cerca de 15,99% do território pantaneiro no Brasil, conforme dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA-UFRJ).