Golpes em Hospitais de Maringá
Recentemente, dois hospitais em Maringá, no norte do Paraná, denunciaram à polícia tentativas de golpes cometidos por indivíduos que se passam por médicos. O Hospital Santa Casa e o Hospital Universitário identificaram essas práticas ilegais e já informaram a Polícia Civil, que iniciou investigações sobre os casos.
Método do Golpe
Os golpistas utilizam a estratégia de solicitar transferências financeiras aos familiares de pacientes internados, alegando que certos procedimentos não estão cobertos pelo plano de saúde. Segundo a advogada da Santa Casa, Ana Cláudia Pirajá Bandeira, essas pessoas obtêm informações sobre os pacientes por meio de um golpe anterior, contatando as instituições como se fossem médicos.
Segundo Ana Cláudia:
- “Geralmente, eles escolhem pacientes que estão na UTI, sejam eles neonatais, infantis ou adultos.”
- “Esses pacientes estão em situações graves e suas famílias, muitas vezes em um estado de vulnerabilidade emocional, podem acabar caindo no golpe.”
Orientações das Instituições
Diante da situação, a Santa Casa orientou todos os colaboradores a não repassar informações pessoais de pacientes e seus familiares. A advogada destacou:
“Ao receber a primeira ligação suspeita, imediatamente enviamos um e-mail para todos ficarem atentos e não informarem nada.”
Por sua vez, o Hospital Universitário ressaltou que não realiza solicitações de transferência de dinheiro por telefone e que é vinculado à Universidade Estadual de Maringá (UEM), oferecendo 100% de cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Histórico de Golpes
O delegado da Delegacia de Estelionatos de Maringá, Fernando Garbelini, apontou que esse tipo de golpe não é novo. Ele alertou sobre a importância de não fornecer dados dos pacientes por telefone, independente da situação.
Garbelini afirmou:
- “Esse tipo de golpe vem sendo monitorado há anos. Não é algo restrito a Maringá, mas ocorre em todo o Brasil.”
- “Recomendamos que os familiares ignorem chamadas suspeitas, evitem transferências e sempre registrem um boletim de ocorrência.”
Ele enfatizou que “nenhum hospital solicita dinheiro por telefone” e que, em casos de instituições públicas, elas não podem cobrar dos pacientes. As cobranças em hospitais particulares devem ser feitas apenas de forma presencial.